Tuesday, March 1, 2011

    BONALEN

    BONAR

    Sulfato de Bleomicina
    Pó Liofilo Injetável

    USO PEDIÁTRICO E ADULTO - VIA INTRAVENOSA, INTRAMUSCULAR,
    SUBCUTÂNEA E INTRAPLEURAL.

    ATENÇÃO
    . BONAR (sulfato de bleomicina) deve ser administrado sob a supervisão de um
    médico qualificado com experiência no uso de agentes quimioterápicos. As possíveis
    complicações podem ser devidamente tratadas se o diagnóstico2 for adequado e as
    facilidades de tratamento estiverem disponíveis.
    . Fibrose pulmonar é a toxicidade mais severa associada à bleomicina. Sua
    manisfestação mais freqüente é a pneumonite3 que ocasionalmente progride para
    fibrose pulmonar. Sua incidência4 é maior em pacientes mais velhos e naqueles
    recebendo mais do que 400 unidades de dose total, porém toxicidade pulmonar tem
    sido observada em pacientes jovens e naqueles tratados com doses baixas.
    . Uma reação idiossincrática severa, que consiste de hipotensão5, confusão mental,
    febre6, calafrios e respiração ruidosa tem sido relatada em aproximadamente 1% dos
    pacientes com linfoma7 tratados com bleomicina.


    FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - BONAR

    Liófilo injetável. Embalagem com 1 frasco- ampola de pó liófilo com uma ampola com5 ml de diluente.


    COMPOSIÇÕES - BONAR

    Cada frasco- ampola contém:
    Sulfato de bleomicina equivalente a 15 U de bleomicina base.
    Cada ampola com diluente contém:
    Água para injetáveis.................... 5mL.


    INFORMAÇÕES AO PACIENTE - BONAR

    Ação esperada do medicamento: BONAR (sulfato de bleomicina) é indicada notratamento de carcinomas e linfomas como agente único ou em associação a outros
    quimioterápicos.
    Cuidados de armazenamento: O medicamento deve ser armazenado entre 2oC e
    8oC, protegido da luz.
    Prazo de validade: Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento,
    BONAR (sulfato de bleomicina) apresenta prazo de validade de 24 meses. Não use o
    produto com prazo de validade vencido.
    Gravidez1 e lactação8: BONAR (sulfato de bleomicina) não deve ser utilizada quando a
    mulher estiver com suspeita de estar grávida ou quando tiver confirmado um
    diagnóstico2 de gravidez1. Também na fase de aleitamento do recém- nascido, a
    bleomicina deve ser suspensa pela possibilidade de ser eliminada através do leite
    materno.
    Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre
    os horários, as doses e a duração do tratamento.
    Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do
    seu médico.
    Reações adversas: Informe seu médico sobre o aparecimento de reações
    desagradáveis, tais como: febre6, vômitos9, calafrios e alterações na pele.

    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

    Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.
    Ingestão concomitante com outras substâncias:
    O uso concomitante de anestésicos gerais aumenta a toxicidade pulmonar;
    Cisplatina, diminui a excreção renal10 da bleomicina;
    Vincristina, detém as células em mitose tornando- as mais susceptíveis à bleomicina:
    é uma associação benéfica.
    O uso concomitante de digoxina reduz a AUC da digoxina e subsequente
    descompensação cardíaca em alguns pacientes

    NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
    PERIGOSO PARA A SAÚDE.


    INFORMAÇÕES TÉCNICAS - BONAR

    CARACTERÍSTICAS
    BONAR (sulfato de bleomicina) é uma mistura de antibióticos glicopeptídicos
    citotóxicos isolados de uma cepa do Streptomyces verticillus. O sulfato de bleomicina é solúvel em água.
    Embora o mecanismo de ação da bleomicina não seja totalmente conhecido, existem
    evidências que indicam que o principal modo de ação é a inibição da síntese de DNA,
    com alguma evidência de menor inibição da síntese de RNA e de proteínas11.
    A bleomicina tem rápida distribuição pelo organismo e apresenta concentrações
    maiores na pele, pulmão12, rim13, peritônio e linfonodos14. Não atravessa a barreira hematoencefálica e praticamente não apresenta ligação à albumina15 (1%).
    Em pacientes com função renal10 normal, 60 a 70% de uma dose administrada podem
    ser recuperados na urina16 de forma inalterada. Em pacientes com clearance de
    creatinina17 > 35 ml/min, a meia- vida de eliminação da bleomicina é de
    aproximadamente 115 minutos.
    Em pacientes com clearance de creatinina17 < 35 ml/min, a meia- vida de eliminação
    aumenta exponencialmente conforme o clearance de creatinina17 diminui. Há relatos de
    que pacientes com insuficiência renal18 moderadamente severa excretam menos de 20% da dose na urina16. Tal fato pode sugerir que a insuficiência renal18 severa pode levar ao acúmulo da droga no sangue19.
    Quando ocorre administração intrapleural, para tratamento de efusão pleural maligna, a bleomicina age como agente esclerosante.


    INDICAÇÕES - BONAR

    BONAR (sulfato de bleomicina) é considerado tratamento paliativo. Tem sido utilizadocomo agente único ou em combinação com outros agentes quimioterápicos, no
    tratamento das seguintes neoplasias:
    Carcinoma20 espinocelular: de cabeça e pescoço (incluindo boca, língua, amígdalas,
    nasofaringe, orofaringe, seios nasais e paranasais, palato, lábio, mucosa21 bucal,
    gengiva, epiglote, pele e laringe22), pênis, cérvice uterina e vulva. A resposta à
    bleomicina é menor em pacientes com carcinoma20 de cabeça e pescoço previamente
    irradiado.
    Linfomas: Doença de Hodgkin23, linfoma7 não- Hodgkin.
    Carcinoma20 testicular: Células embrionárias, coriocarcinoma e teratocarcinoma.
    O produto também é utilizado no tratamento de efusão pleural maligna, como agente
    esclerosante e na prevenção de efusões pleurais recorrentes.


    CONTRA-INDICAÇÕES - BONAR

    BONAR (sulfato de bleomicina) é contra- indicado em pacientes que demonstraram
    hipersensibilidade ou reação idiossincrática ao medicamento.



    ADVERTÊNCIAS - BONAR

    Pacientes recebendo BONAR (sulfato de bleomicina) devem ser avaliados cuidadosa e freqüentemente durante e após a terapia. Deve ser utilizada com muito cuidado empacientes com comprometimento significante da função renal10 ou da função pulmonar.
    Toxicidades pulmonares ocorrem em 10% dos pacientes tratados. Aproximadamente
    1% de pneumonite3 não- específica induzida pela bleomicina progride para fibrose
    pulmonar e morte. Embora este fato seja dependente da idade e da dose, tal
    toxicidade é imprevisível. Recomenda- se a realização de radiografias pulmonares
    freqüentes.
    Uma reação idiossincrática severa (semelhante à anafilaxia24) consistindo de hipotensão5, confusão mental, febre6, calafrios e respiração ruidosa foi relatada em
    aproximadamente 1% dos pacientes com linfoma7 tratados com bleomicina. Como estas reações ocorrem freqüentemente após a primeira ou segunda administração, é
    essencial a monitorização cuidadosa após estas doses. Tem sido relatado, embora
    infreqüentemente, toxicidade renal10 ou hepática, iniciando por deterioração nos testes
    de função renal10 e hepática.


    GRAVIDEZ1 E LACTAÇÃO8 - BONAR

    BONAR (sulfato de bleomicina) não deve ser utilizada quando a mulher estiver com
    suspeita de gravidez1 ou quando houver confirmação de diagnóstico2. Também na fase
    de aleitamento do recém- nascido, a bleomicina deve ser suspensa pela possibilidade
    de ser eliminada através do leite materno.



    INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - BONAR

    O uso concomitante de anestésicos gerais aumenta a toxicidade pulmonar;Cisplatina, diminui a excreção renal10 da bleomicina;
    Vincristina, detém as células em mitose tornando- as mais susceptíveis à bleomicina: é
    uma associação benéfica.
    O uso concomitante de digoxina reduz a AUC da digoxina e subsequente
    descompensação cardíaca em alguns pacientes.


    REAÇÕES ADVERSAS - BONAR

    Pulmonar: É a reação adversa mais séria, ocorrendo em aproximadamente 10% dos
    pacientes tratados. Sua apresentação mais freqüente é a pneumonite3, que progride
    ocasionalmente para fibrose pulmonar. Aproximadamente 1% dos pacientes tratados
    morre de fibrose pulmonar. A toxicidade pulmonar é dose e idade dependente, sendo
    mais comum em pacientes maiores de 70 anos de idade e naqueles recebendo mais
    de 400 unidades de dose total. Porém , esta toxicidade é imprevisível e tem sido
    encontrada em pacientes jovens recebendo baixas doses. Devido à ausência de uma
    síndrome25 clínica específica, a identificação de pacientes com toxicidade pulmonar
    causada pela bleomicina tem sido extremamente difícil.
    Os sintomas26 iniciais da doença pulmonar induzidos por bleomicina são inespecíficos e
    precedem às alterações radiológicas. Em geral iniciam com dispnéia27 e os primeiros
    sinais28 são os estertores finos e as radiografias pulmonares que apresentam opacidade não- especifica, principalmente nos campos pulmonares inferiores. As alterações mais comuns nos testes de função pulmonar são diminuição do volume pulmonar e da capacidade vital29. Devem ser realizadas avaliações radiológicas para verificar e prevenir evolução para fibrose pulmonar.
    As alterações microscópicas da fibrose pulmonar são semelhantes às da síndrome25 de
    Hamman- Rich.
    Para monitorizar o início da toxicidade pulmonar, recomenda- se a realização de
    radiografias pulmonares a cada 1 ou 2 semanas. Se forem observadas alterações
    pulmonares, deve- se descontinuar o medicamento, até que seja determinado se há
    relação com a droga. Estudos recentes sugeriram que a medida seqüencial da
    capacidade de difusão pulmonar do monóxido de carbono (DLCO) durante o tratamento com este produto pode ser um indicador da toxicidade pulmonar subclínica.
    Recomenda- se a monitorização mensal do DLCO devendo a droga ser descontinuada se os níveis forem inferiores a 30-35% do valor anterior ao tratamento.
    Devido à sensibilização que a bleomicina causa no tecido30 pulmonar, os pacientes que
    recebem bleomicina apresentam maior risco de desenvolver toxicidade pulmonar
    quando é administrado oxigênio durante cirurgias, mesmo em concentrações menores
    que as consideradas seguras.
    Início súbito da síndrome25 de dor torácica aguda sugestiva de pleurocardite tem sido
    raramente relatada durante infusões de bleomicina. Recomenda- se a avaliação de
    cada paciente, embora a continuação do tratamento com bleomicina não pareça estar
    contra- indicada.
    Foram raramente relatadas reações pulmonares adversas que possam estar
    relacionadas com a administração intrapleural, tal como a dor pleural.
    Reações idiossincráticas. Foi relatada, em aproximadamente 1% dos pacientes
    tratados com bleomicina, uma reação idiossincrática, semelhante à anafilaxia24, que
    pode ser imediata ou pode demorar algumas horas, geralmente ocorrendo após a
    primeira ou segunda dose. É caracterizada por hipotensão5, confusão mental, febre6,
    calafrios e respiração ruidosa. O tratamento é sintomático incluindo expansão de
    volume, agentes pressóricos, anti- histamínicos e corticosteróides.
    Membranas mucosas e tegumentares. Trata- se dos efeitos colaterais mais
    freqüentes, sendo relatados em 50% dos pacientes tratados. Consistem de eritema31,
    erupções, estrias, vesiculação, hiperpigmentação e flacidez da pele. Hiperceratose,
    alterações das unhas32, alopecia, prurido33 e estomatite34 também foram relatados. Foi
    necessário interromper a terapia em 2% dos pacientes por causa destas toxicidades.
    Toxicidade cutânea é relativamente tardia, desenvolvendo- se na segunda ou terceira
    semana de tratamento, após 150 a 200 unidades de bleomicina terem sido
    administradas e parece estar relacionada com as doses cumulativas.
    Outras: Raramente tem sido relatado toxicidade vascular35 associada com o uso de
    bleomicina com outros agentes antineoplásicos. As ocorrências são clinicamente
    heterogêneas e podem incluir infarto do miocárdio36, acidente cerebrovascular,
    microangiopatia trombótica ou arterite cerebral. Também há relatos do fenômeno de
    Raynaud em pacientes tratados com bleomicina em combinação com vimblastina com ou sem cisplatina ou, em alguns casos, com bleomicina como agente único.
    Desconhece- se a causa exata do fenômeno de Raynaud. Há relatos pouco frequentes
    de pacientes com hipotensão5 que necessitaram de tratamento. Os efeitos colaterais
    mais freqüentemente relatados foram febre6, calafrios e vômitos9 . Anorexia37 e perda de
    peso são comuns e podem persistir após a interrupção do tratamento. Raramente
    foram relatados dor no local do tumor38, flebite39 e outras reações locais.


    ADMINISTRAÇÃO E POSOLOGIA - BONAR

    Devido à possibilidade de uma reação anafilactóide, pacientes portadores delinfoma devem ser tratados com duas unidades ou menos nas duas primeiras
    doses. Se não ocorrer nenhuma reação aguda, pode- se seguir o esquema
    regular.
    BONAR (sulfato de bleomicina) pode ser administrada por via intramuscular,
    intravenosa, subcutânea e intrapleural. Deve- se observar a existência de partículas e
    descoloração da solução antes da administração do medicamento.
    Nota: Uma unidade de bleomicina é equivalente a um miligrama de atividade,
    designação anteriormente utilizada.
    Recomenda- se o seguinte esquema posológico:
    Carcinoma20 espinocelular, linfoma7 não- Hodgkin, carcinoma20 testicular: 0,25
    a 0,50 unidades/Kg (10- 20 unidades/m2), administrado intravenosa (IV),
    intramuscular (IM) ou subcutaneamente (SC), uma ou duas vezes por semana.
    Doença de Hodgkin23: 0,25 a 0,50 unidades/Kg (10- 20 unidades/m2),
    administrado IV,IM ou SC, uma ou duas vezes por semana. Após uma resposta
    de 50%, uma dose de manutenção de uma unidade por dia ou 5 unidades por
    semana IV ou IM deve ser administrada.
    A toxicidade pulmonar da bleomicina parece ser dose dependente, sendo mais
    acentuada quando a dose total for maior que 400 unidades. Deve- se tomar cuidado
    quando se administrarem doses maiores que 400 unidades.
    Nota: Pode ocorrer toxicidade pulmonar quando BONAR (sulfato de bleomicina) é
    utilizada em combinação com outros agentes antineoplásicos, mesmo em menores
    doses.
    Melhora da Doença de Hodgkin23 e dos tumores testiculares foi observada após duas
    semanas de tratamento. Se não ocorrer melhora neste período, é improvável que isto
    venha a ocorrer. No carcinoma20 espinocelular, a resposta é mais lenta, às vezes
    necessitando de três semanas antes que se observe qualquer melhora.
    Efusão pleural maligna: 60 unidades administradas em Abolus@, em injeção40
    intrapleural, dose única.


    ESTABILIDADE - BONAR

    O produto é estável em temperatura ambiente por 24 horas quando diluído em
    solução de cloreto de sódio, dextrose41 5% ou dextrose41 5% contendo 100 a 1000
    unidades de heparina.


    SUPERDOSE - BONAR

    Não há antídoto42 específico e o tratamento no caso de superdose deve ser sintomático.
    VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
    MS- 1.1213.0150
    Resp. Técn. Farm.: Dr. L. A. Maschietto - CRF-SP. 3544
    N1 do lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.
    Fabricado por: Lemery, S.A. - México.
    Importado e Distribuído por : Laboratórios Biosintética Ltda.
    Rua Mário Augusto Pereira, 91.
    Taboão da Serra - SP
    CNPJ n1 53.162.095/0001- 06
    Serviço de Atendimento ao Consumidor: 0800 151036
    Logotipo (Biosintética)



    BONAR - Laboratório

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